Doença falciforme tratada com transplante de medula pelo SUS

Segundo o Ministério da Saúde, de 25 mil a 50 mil brasileiros possuem doença falciforme, que causa um alto número de mortalidade precoce. Para melhorar a qualidade de vida dos milhares indivíduos afetados, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a realizar transplante de medula óssea – a única maneira de curar a doença.

A medida, que foi publicada no dia 1º de julho de 2015 no Diário Oficial da União, ajudará a reduzir os custos com tratamento – realizado com vacinação, uso de ácido fólico, analgésicos e Hidroxiureia (medicamento utilizado para estimular a produção de hemoglobina saudável).

O transplante de células-tronco será realizado entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue do cordão umbilical. Além disso, o procedimento será indicado para pacientes já em tratamento e que estão apresentando sintomas graves da doença (como alteração neurológica, doença cerebrovascular, crise vasoclusivas e outros).

 

O que é doença falciforme?

Doença falciforme é uma condição genética e hereditária, cuja principal característica é a presença de uma hemoglobina variante S nas hemácias (glóbulo vermelho). Essa mutação faz com que as hemácias adquiram forma de foice ou meia-lua – normalmente elas são arredondadas.

Ela é causada quando os dois pais são portadores dos genes que causam a doença e ambos passam essa herança genética para o filho. Os principais sintomas da condição são:

– Dores articulares;

– Fadiga intensa;

– Palidez e icterícia;

– Atraso no crescimento;

– Feridas nas pernas;

– Tendência a infecções;

– Cálculos biliares;

– Problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais;

– Priapismo (ereção involuntária e dolorosa).

 

Como diagnosticar a doença precocemente?

O teste do pezinho – realizado assim que o bebê nasce – é uma das maneiras mais comuns de diagnosticar que um bebê possui a doença falciforme. Assim, o tratamento pode ser iniciado ainda na maternidade.

Contudo, para casais que possuem histórico da doença na família, ou que já tiveram filhos com a doença, é possível evitar que os próximos descendentes sejam portadores.

Como? Com a ajuda das técnicas de Fertilização in vitro.

Onde? Em inúmeras clínicas de Reprodução Humana em todo o Brasil.

Através do Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD) para doenças monogênicas é possível avaliar os embriões disponíveis e encontra aqueles que estão afetados e aqueles que não estão.

Dessa maneira, é possível escolher o embrião normal para tal doença genética, garantindo uma gestação mais segura e um bebê com um futuro plenamente saudável.

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