É possível evitar um exame invasivo durante o pré-natal?

Fazer um pré-natal completo é fundamental para garantir uma gestação e um parto seguro. Logo no 1º trimestre, as futuras mamães passam pela ultrassonografia morfológica e outros testes, que algumas vezes apresentam alterações. Se isso acontecer com você, é possível que seu médico indique exames invasivos.

 

Estudo realizado no Canadá mostrou que exames de triagem do 1º trimestre são capazes de detectar apenas 83% das anomalias cromossômicas em gestações. Portanto se você fizer parte do grupo de risco (mulheres acima de 35 anos e com histórico de doença genética), o exame invasivo também pode ser sugerido para sanar preocupações.

 

Como evitar o exame invasivo?

 

Quanto a exames invasivos, os mais realizados são a Amniocentese e a Biópsia de Vilo Corial (BVC). Apesar de extremamente precisos, eles apresentam riscos à gestação – que vão desde sangramento e perda de líquido amniótico, até o aborto espontâneo (entre 0,5% a 3% risco).

 

Portanto, se a sua triagem apresentar alterações, ou você fizer parte do grupo de risco, é possível pedir alternativas ao seu médico obstetra. Com o avanço recente na área de serviços para reprodução genética, já existe um substituto ao exame invasivo – tão eficiente quanto ele e muito mais seguro.

 

Qual é a melhor opção de teste para o meu pré-natal?

 

Para substituir a Amniocentese ou a BVC, a melhor opção é um teste pré-natal não invasivo, o NIPT. Feito a partir do sangue periférico da gestante (uma coleta simples de sangue), ele pode ser realizado a partir da 10ª semana, sem oferecer nenhuma espécie de risco à saúde da mãe ou do bebê.

 

Também conhecido como NACE, o exame tem taxa de detecção de 99,9% e pode ser feito em gestações únicas ou gemelares para diagnosticar doenças cromossômicas de um feto. Portanto, tanto para mulheres que possuem uma suspeita quanto para aquelas no grupo de risco, o teste não invasivo evita exames invasivos e desnecessários.

 

Entenda o que são doenças cromossômicas

 

Os seres humanos possuem 46 cromossomos, divididos em 23 pares. Quando, durante o desenvolvimento do bebê no útero, há uma cópia de cromossomo faltando ou sobrando ocorre uma síndrome cromossômica. A Síndrome de Down, por exemplo, ocorre quando há 3 cromossomos 21 em cada célula – ao invés de um par – e por isso é chamada de trissomia.

 

Outras síndromes comuns, diagnosticadas pelo NIPT e NACE – são a Síndrome de Edward, Patau, condições ligadas aos cromossomos sexuais (X e Y) e microdeleções. Essas últimas estão associadas ao atraso intelectual e malformação de órgãos e ocorrem quando parte do material cromossômico se perde durante a formação do feto.

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