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Pré-natal com NIPT elimina o risco de aborto?

4 June, 2020

O teste pré-natal não invasivo (NIPT), também conhecido como teste NACE é uma análise cromossômica do DNA fetal livre circulante (cffDNA) no sangue materno. Seu objetivo é identificar riscos para eventuais síndromes genéticas, como Síndrome de Down, Edwards, Patau e outras alterações cromossômicas que podem levar a um aborto de primeiro trimestre. Por analisar os cromossomos sexuais, o NACE também revela o sexo do bebê.

Este teste de triagem, que possui uma alta confiabilidade de resultados, não oferece riscos para a gestante pois é realizado a partir de uma amostra de sangue da paciente a partir da 10ª semana de gravidez. Por isso, tem sido amplamente utilizado de forma complementar ao primeiro ultrassom morfológico para uma interpretação mais detalhada.

As alterações cromossômicas são a principal causa de aborto de primeiro trimestre, porém não são o único fator que pode levar a uma interrupção espontânea de uma gestação. Outros fatores ligados aos genes, à saúde materna ou até mesmo fatores externos, como ambientais, também podem afetar o curso da gestação. Razão pela qual um resultado negativo após um NIPT não elimina o risco de aborto, mas sim identifica se a probabilidade de perda é menor.

Como o NIPT analisa os cromossomos fetais no sangue da mãe?

Graças ao avanço das pesquisas em genética e da biotecnologia, foi possível identificar durante a gestação o cffDNA e estabelecer sua análise para rastreio de cromossomopatias. Porém, para esta triagem é preciso que exista uma porcentagem mínima de cffDNA na amostra da paciente para uma avaliação representativa do feto, que é a fração fetal.

como funciona o nipt

Uma fração fetal  igual ou superior a 4% é essencial para alcançar um resultado confiável no NIPT. Essa proporção aumenta com o passar das semanas gestacionais e a partir da 10ª semana de gravidez é esperado encontrar o DNA fetal acima desta porcentagem mínima. Importante ressaltar que, essa fração pode ser afetada em alguns casos especiais, tais como obesidade materna e uso de medicações para o tratamento de trombofilias. Nessas situações, recomendamos que seja realizado um contato prévio com a Igenomix antes da coleta de sangue para análise para uma orientação personalizada.

O que fazer em caso de aborto espontâneo?

Identificar a causa de um aborto, além poder revelar um fator que pode ser tratado para uma próxima tentativa de gravidez, proporciona mais conforto à família diante de uma perda de forte impacto emocional.

Apesar de ser um momento difícil, diante da constatação da morte fetal, a possibilidade de analisar o produto do aborto é  uma forma de identificar a ocorrência de alterações cromossômicas no feto. É possível coletar o produto expelido naturalmente em casa ou através de procedimentos médicos como AMIU ou curetagem.

A Igenomix disponibiliza instruções detalhadas sobre como proceder com a coleta e envio para análise de causas cromossômicas do aborto.

 

Dra Cristina CarvalhoDra Cristina Carvalho é geneticista


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