O que não posso comer durante a gravidez? Resolva as suas dúvidas


Sobre alimentação e gravidez já se escreveu, falou, debateu e especulou muito. Trata-se de um tema frequente e sobre o que se tem gerado, e continuam se fazendo, muitos conteúdos pouco rigorosos, ideias e conceitos exagerados e inclusive diretamente falsos sobre o que não se pode comer estando grávida e outras questões.

No entanto, existe uma afirmação que sim é sem dúvidas certaalimentar-se bem durante a gravidez é imprescindível para assegurar um bom estado de saúde para mãe e bebê, assim como uma gestação tranquila e sem complicações.

Por que é tão importante a nutrição para a gravidez?

A alimentação, um fator fundamental para a saúde de qualquer pessoa, vê incrementada a sua importância na gravidez como consequência das mudanças, significativas e muito rápidas, que se dão no organismo da mulher: mudanças hormonais, aumento de peso, crescimento de algumas partes do corpo, ritmo cardíaco distinto.

Definitivamente, impõe-se um novo equilíbrio biológico e novas necessidades nutricionais e isto faz com que você deva ser ainda mais cuidadosa do habitual com a sua alimentação.

5 coisas que você vai ganhar se se alimentar bem durante a gravidez

  1. Graças a uma boa alimentação, você conseguirá cobrir as novas necessidades nutricionais e energéticas para você e o seu bebê.
  2. Uma alimentação equilibrada é fundamental para que o aumento do seu peso seja progressivo e se situe nos parâmetros recomendados, que normalmente são entre 11 e 16 kg ao final da gravidez
  3. Ajuda a prevenir ou aliviar os sintomas de doenças transitórias próprias da gravidez, como a anemia ou a diabetes gestacional.
  4. Se reduzem as possibilidades de sofrer um parto prematuro ou o nascimento de um bebê com baixo peso.
  5. Se optar pela lactância materna, a alimentação permitirá você se preparar para essa etapa, pois a alimentação pode ajudar na produção de leite.

 

Baixe o ebook grátis sobre Alimentos recomendáveis, pouco recomendáveis e proibidos durante a gravidez

ebook gratis alimentação e gravidez

 

Embora a alimentação de uma mulher grávida não deve, em princípio, diferenciar-se muito da de qualquer pessoa, deve ser mais cuidadosa por dois motivos:

  1. Tem que se tratar de um tipo de alimentação que se adapte às novas necessidades nutricionais da mãe e do bebê.
  2. Existem uma série de alimentos que devem ser limitados ou diretamente não serem consumidos para evitar riscos de infecções no bebê.

 

Com o fim de lhe ajudar a levar a melhor alimentação possível durante a sua gravidez, a seguir lhe damos uma lista com os alimentos mais recomendáveis, os que você deve tomar com moderação e o que não deverias comer durante a etapa de gestação.

Falsos mitos sobre alimentação na gravidez

Durante a gravidez é normal que lhe surjam numerosas dúvidas e com certeza que muitas delas estão relacionadas com a alimentação que você tem que levar durante a gestação. Dúvidas que, muitas vezes, estão alimentadas com uma série de crenças que, infelizmente, ficaram muito populares.

Estes são 5 conceitos que você deve esquecer sobre alimentação e gravidez por serem falsos:

  1. Você tem que comer por 2. Um excesso no aumento de peso não é saudável nem para você nem para o seu bebê, pode provocar uma situação crônica e alguns problemas de saúde próprios da gravidez. Além disso, vai fazer com que o período de gestação seja mais incômodo.
  2. Você pode comer todo tipo de alimentos. Já comentamos que há uma série de alimentos não recomendáveis, que só deveriam ser consumidos com moderação, e outros proibidos, principalmente porque podem provocar infecções e outros problemas de saúde no bebê.
  3. Você deve suprimir completamente as gorduras. As gorduras são necessárias para o organismo e aportam nutrientes e, além disso, há de vários tipos. As insaturadas (azeite de oliva, peixes, frutos secos) são, inclusive, benéficas para o desenvolvimento do seu bebê. Em todo o caso, você deve moderar as gorduras saturadas para evitar o sobrepeso e outros problemas.
  4. Você não tem que comer nada de sal. Um exagero, posto que embora possa ser recomendável reduzir o consumo de sal, eliminá-lo (salvo que o médico que controla sua gravidez o prescreva) significa privar o organismo de componentes como o cloro e o sódio, que são minerais essenciais para nosso organismo.
  5. Existem alimentos que favorecem os abortos. Uma grande crendice. E que as causas do aborto são fisiológicas, sem que em nenhum caso sejam provocadas pela ingestão de determinados alimentos. O limão ou a salsa, entre outros alimentos, foram muitas vezes injustamente assinalados como responsáveis de abortos espontâneos.

 

Lembre-se: diante de qualquer dúvida consulte a equipe de saúde que acompanha a sua gravidez. Eles podem te assessorar melhor que ninguém sobre a sua alimentação e, se for necessário, recomendar uma dieta personalizada para preservar a sua saúde e a do seu bebê.

 

Geneticista Cristina Carvalho

Dra Cristina Carvalho é biomédica e geneticista


Quem leu este post também se interessou por:

Contato