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Translucência nucal: vantagens e desvantagens

Imagem de grávida em ultrassonografia de translucência nucal

Durante a gravidez, entre as muitas consultas realizadas com o obstetra, existe um exame que os médicos dão especial atenção, este exame se chama teste de translucência nucal. Sua importância é ser o primeiro passo para descartar o risco de Síndrome de Down, que junto com técnicas mais avançadas de diagnóstico, como o teste pré-natal não invasivo (NIPT-NACE), não oferece nenhum risco para a gravidez, diferente da amniocentese.

O que é translucência nucal?

translucência nucal é um exame realizado com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento do bebê e descartar os riscos de que o mesmo tenha sofrido um tipo de alteração cromossômica. Especificamente este exame se limita a detectar a trissomia 21 no bebê, que á a alteração cromossômica que causa a Síndrome de Down.

Para detectar a Síndrome de Down, é realizada uma ultrassonografia específica que é capaz de medir o líquido existente na região da nuca do bebê. O resultado obtido deve estar dentro dos parâmetros que descartam a doença genética, que são as medidas de 2,5 mm de comprimento e 3 mm de largura.

Quando a largura medida por meio de translucência nucal é superior a 3 mm, existe o risco do bebê apresentar alterações cromossômicas que afetem seu desenvolvimento.

Este exame é realizado entre a 10ª e 12ª semana de gestação, sendo o melhor momento normalmente durante a 12ª semana, por ser um período em que há mais transparência para fazer a medição durante a ultrassonografia.

 

Indicações para a translucência nucal

A translucência nucal é um exame importante para todas as gestantes e faz parte do calendário de exames da gravidez.

Por ser um exame não invasivo, não existem contra-indicações para realizar a translucência nucal, como acontece com a amniocentese ou a biopsia corial, por exemplo. Por isso, as mães realizam este estudo para avaliar o risco de síndromes genéticas no bebê, mesmo estando fora do grupo de risco por serem jovens e não terem antecedentes com Síndrome de Down ou outras alterações cromossômicas na família.

Vantagens da translucência nucal

Como muitos exames realizados durante a gravidez, a translucência nucal apresenta vantagens e inconvenientes tanto para a gestante quanto para o bebê.

Como ponto positivo, a translucência nucal tem a vantagem de ser um exame não invasivo, o que significa que não oferece riscos para a mãe e para o bebê. Sua realização acontece de forma parecida às outras ultrassonografias de gravidez e não afeta a gestação.

Outro ponto a favor desse exame é que ele pode ser realizado no início da gestação; na 12ª semana. Neste momento, quem está grávida está no primeiro período da gestação, o que proporciona mais tranquilidade ao longo da gravidez.

Com os avanços tecnológicos, a realização da translucência nucal tem fornecido informações não apenas sobre a trissomia 21, mas também permitido observar se existem malformações que afetam outras partes do corpo.

Além disso, ao realizar a translucência nucal é possível identificar o tempo exato do bebê com apenas 4 dias de margem de erro, o que facilita muito para calcular a data do parto.

Desvantagens da translucência nucal

A maior desvantagem da translucência nucal é que sua fiabilidade não é considerada baixa. É um exame de sondagem inicial, que em caso de dúvidas, requer uma decisão sobre outros diagnósticos mais avançados e definitivos.

Alterações identificadas durante a translucência nucal levam à solicitação de outros exames, como a Anmiocentese. No entanto, como a amniocentese é um exame invasivo que apresenta uma porcentagem de risco para a gravidez, muitas mães decidam não realizar o diagnóstico. Como alternativa, o teste pré-natal não invasivo (NIPT) NACE, apesar de não ser um exame de diagnóstico, tem uma alta especificidade (superior a 99,8% para a síndrome de down) que permite descartar sem risco para a gestação a presença das principais síndromes genéticas a partir de uma amostra de sangue, parecida com o uma análise de sangue convencional.

 

Diferença entre a Translucência nucal e o Teste genético não invasivo

Dra Cristina Carvalho

Dra Cristina Carvalho é biomédica e geneticista

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