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Baixa reserva ovariana: Soluções para engravidar

18 June, 2019 ,
reserva ovariana

A reserva ovariana de uma mulher é a quantidade de folículos suscetíveis de amadurecer e liberar óvulos, ou seja, como se fosse o estoque de óvulos que podem ser fertilizados em um momento concreto de sua vida.

Portanto, a reserva ovariana é o principal indicador das possibilidades que uma mulher tem de engravidar por vias naturais. Quando a reserva ovariana é normal ou alta, as chances de engravidar são maiores. No entanto, uma baixa reserva ovariana pode ser um indicador de risco de infertilidade que deve ser analisado em profundidade para permitir a gravidez.

Quais são as causas de uma baixa reserva de óvulos?

A idade é um fator chave

Cada mulher nasce com um número limitado de óvulos, que é progressivamente reduzido até seu esgotamento. Com o passar do tempo, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem e, portanto, a fertilidade também. Após os 35 anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem significativamente, ficando comprometidas após os 40 e produzindo exaustão completa normalmente entre 45 e 55 anos.

O precedente nos leva a uma conclusão muito clara: a idade é o principal fator da baixa reserva ovariana.

Outros fatores

Em um nível de influência menor que a idade, existem certas circunstâncias que também podem favorecer uma baixa reserva ovariana:

  • Que a mulher receba tratamentos de quimioterapia ou radioterapia
  • Obesidade
  • Contaminação ambiental
  • Estresse
  • Patologias como a endometriose

Como se mede a quantidade de óvulos disponíveis?

Para medir a reserva ovariana se utilizam diversos testes:

  • Ultrassonografia vaginal, a fim de medir o diâmetro dos folículos antrais, estruturas dos ovários que estão em sua fase mais visível durante a ovulação. Em geral, uma contagem de folículos antrais entre seis e dez, em cada ovário, é considerada normal. Se esses números estiverem abaixo de cinco, as chances de uma gravidez natural diminuem.
  • Perfis hormonais, em que os níveis de hormônios que desempenham um papel no desenvolvimento e maturação dos folículos no ovário são estudados. Considera-se que a reserva ovariana é ideal se o nível do AMH (hormônio antimülleriano) for superior a 5 pmol/L e o FSH (hormônio folículo-estimulante) for inferior a 10 mUI/mL.

Soluções para a baixa reserva ovariana

Embora seja possível engravidar de forma natural com uma baixa reserva ovariana, às vezes é necessário recorrer a tratamentos como:

  • Estimulação ovariana. Administração de um medicamento hormonal para estimular os ovários a recrutar mais folículos para obter os óvulos. Um processo que deve ser acompanhado pelo médico para evitar o risco de síndrome de hiperestímulo ovariano e gravidez múltipla.
  • Administração de gonadotrofinas com injeções subcutâneas. Utiliza-se durante tratamentos de Fertilização in Vitro para estimular a produção de vários óvulos que posteriormente serão aspirados para fertilização em laboratório.
  • Doação de óvulos. Em situações mais severas, onde não é possível conseguir óvulos, a doação de óvulos é a solução para engravidar a partir da fecundação de óvulos doados, que são transferidos ao útero da futura mãe que fará a gestação.

Em qualquer caso, os testes relacionados à reserva ovariana são meramente indicativos do potencial reprodutivo e podem oferecer orientações e previsões sobre a possibilidade de uma gravidez. Para uma avaliação da fertilidade completa, outros fatores que podem influenciam uma gravidez natural devem ser analisados, entre eles, a qualidade do sêmen masculino.

 

Dra Cristina CarvalhoDra Cristina Carvalho é biomédica e geneticista


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